domingo, 10 de novembro de 2013

Hoje...

Hoje o silêncio toma conta da minha noite, acendo um cigarro e encho o meu copo com mais uma dose de vodka. Passo horas e horas sozinho, apenas admirando aquele vasto horizonte infinito de tudo aquilo que um dia eu vivi. Lembranças tão incrivelmente boas que felizmente não se perderam com o tempo, mas que infelizmente foram reduzidas a apenas isso, nada mais do que meras lembranças. Doces momentos da vida, momentos que passaram e por mais que eu deseje, eu sei que nunca mais irão voltar. Pessoas que foram embora, e algumas que estão por ir. Logo, o que sou também se tornará uma mera lembrança, junto com o que acontece neste exato momento, porém, receio não saber se tudo se transformará em boas lembranças.

As horas passam, começa a chover, e mais um cigarro é acendido. A solidão agora é minha companheira e o som da chuva apenas me traz mais e mais lembranças. Meu coração agora transborda de saudade, a procura de respostas para as perguntas que só o tempo irá responder, para as perguntas que só o tempo ainda poderá fazer. São porquês inexplicáveis, incontáveis falhas na memória, que não me permitem lembrar como foi que consegui chegar até aqui, na solidão.

Eu queria ao menos saber o que me tornou tão vazio, o que me fez viver de lembranças, apenas. Acho que essa é mais uma das muitas respostas que só virão com o tempo.


Esperar é tudo o que me resta a fazer...




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